Sim, está aí o Natal. Época de paz, amor, enchimento do bandulho, prendas inúteis e luzes esquizofrénicas.

Raios partam, havemos de começar a ver luzes de Natal na rua em Maio! Poupem na luz! E já agora, parem lá com as musiquinhas do costume! E larguem a porra dos toques de Natal nos telemóveis!

Isto não é nada contra o Natal. Mas esta é provavelmente a época do ano em que a estupidez das pessoas mais se manifesta. Se não, vejamos…

SMS em catadupa para toda a lista do telemóvel com mensagens que ora desejam Boas Festas, ora contam piadolas em que o Pai Natal ficou preso na chaminé. Seja como for, PARVO! Dinheiro, não existe. Mas há que comprar prendas inúteis para oferecer à família, e ao vizinho a quem nem bom dia se diz porque é um parvalhão do caraças, mas é Natal. Da mesma forma que se compram estatuetas em loiça ranhosa para oferecer à tia que vem de tão longe para passar a noite de consoada. Aquela tia que mora mesmo muito longe…tão longe que nem um telefonema lá chega durante o ano inteiro…

Nas lojas, tudo à tareia por causa de uma treta qualquer para oferecer a alguém. Principalmente se for o último brinquedo de uma prateleira. Isso sim tem alguma piada: ver duas velhas à bengalada por causa do último boneco que ambas querem oferecer ao neto de 3 anos… Mas é isto que se vê nas grandes superfícies: tudo à tareia por causa das compras. Gosto de imaginar que no caso das velhas saltam placas a cada bengalada, enquanto que a muitas tias saltam berloques e enfeites de Natal a cada banano nas ventas…

As famílias histéricas compram freneticamente tudo o que encontrarem pela frente. Aliás há relatos de empregados de supermercados que já deram por si por baixo de uma árvore de Natal, embrulhados e com um laço na cabeça. Tudo porque no meio das compras foram empurrados para dentro de um contentor de prendas…

E eis que chega o dia 24, em que se enche a mesa de comida. A conversa para as crianças é sempre a mesma: vamos comer e mais logo, ou amanhã no caso de algumas famílias, abrimos as prendas que o Pai Natal trouxe. Mas algum puto ainda acredita no Pai Natal? A existir, a ASAE já lhe tinha fechado o armazém por armazenamento impróprio… Ou então muitos dos putos já lhe tinham dado uma carga de porrada por só aparecer uma vez ao ano…

Enquanto os putos fazem pressão aos pais para abrir as prendas, o resto da família enfarda violentamente tudo o que é doçaria e chocolataria. Aliás, o verdadeiro tronco de Natal não é o que se come…tronco de Natal é o que sai no dia seguinte ao enchimento do bandulho! Isto se não se der uma farta caganeira com laçarotes, pratas de chocolate e tudo…

Chega então o momento das prendas. Alegria para uns, momento deprimente para outros. Abre-se um embrulho e; “ah, umas cuecas! Era mesmo isto que queria!”. Ou isso ou uma cena qualquer de tal forma estranha, que ninguém percebe o que é, nem para meter onde…

Na televisão, os filmes de sempre e os especiais de Natal do costume…

Nada contra o Natal. Mas epá, muita da parvoíce que surge por esta altura é desnecessária…não?

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